Mamãe não é santa: atravessamentos do dispositivo da maternidade e invenções cotidianas

dc.contributor.advisor1Rodrigues, Alexsandro
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5998-4978
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7985936674676993
dc.contributor.authorMatias, Aline Gomes Tavares
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1912059725404856
dc.contributor.referee1Louzada, Ana Paula Figueiredo
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0003-2292-7037
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4110883018062413
dc.contributor.referee2Santos, Maria de Fátima Lima
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-9449-2514
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/1737594557449404
dc.date.accessioned2024-05-30T00:52:43Z
dc.date.available2024-05-30T00:52:43Z
dc.date.issued2021-05-06
dc.description.abstractEn esta investigación, propongo analizar los elementos que se interpenetran en la ficción de la maternidad como la conocemos en la actualidad. Denominé santamaternidad a esa maternidad como práctica penitente, abnegada y silenciosa, que remite a santidad. En la construcción de esa categoría de análisis, me acompañaron las conceptualizaciones de Michel Foucault, específicamente los conceptos: dispositivo y biopolítica. De forma desigual, multiplicidad de cuerpos son alcanzados por la fuerza del dispositivo y de la biopolítica, produciendo diversos efectos. Me detengo en este aspecto. La santamaternidad se configura como una estrategia de gobierno de la vida, normalizando, homogeneizando e tornando invisibles diferentes modos de existencias. Sin embargo, las vidas exigen pasajes y crean novedades. Es decir, en un acto de profanación, engendran otros usos a los elementos consagrados del dispositivo. Interesada por parir otros caminos metodológicos, entrelazo los estudios de los cotidianos, conversaciones y narrativas, con la cartografía. De ese modo, compongo narrativas profanas y movimientos de resistencias, junto con los cuerpos atravesados por la santamaternidad, con los cuales criamos grietas para fisurar dicho dispositivo. Sigo las pistas de las narrativas sobre invenciones cotidianas que crean tácticas de resistencias para afirmar una política de uso de los cuerpos y de los deseos, en la cual no se categorizan límites para las supuestas naturalezas consagradas, pero sí sentidos como fronteras disponibles a ser traspasadas. De esa manera, decir que “mamá no es santa” es afirmar la necesidad de abandonar los contornos consagrados de la maternidad, que causan sufrimientos y subalterización, para experimentar otras posibilidades de uso de los cuerpos y subjetividades.
dc.description.resumoNessa pesquisa proponho analisar os elementos que se interpenetram na ficção da maternidade, como conhecemos na atualidade. Maternidade que exige dos corpos prática penitente, abnegada e silenciosa e que remete à santidade, a qual denominei santamaternidade. Na construção desta categoria de análise, foi possível tecer parceria com Michel Foucault, especificamente com sua ideia de dispositivo e biopolítica. A força do dispositivo e da biopolítica atinge desigualmente os múltiplos corpos e neles produz efeitos. E foi nesses efeitos que me fiz demorar. A santamaternidade configura-se estratégia de governo da vida, normatizando, homogeneizando e invisibilizando as formas de existências. Entretanto, as vidas exigem passagem e criam novidades, engendram outros usos aos elementos consagrados do dispositivo, em ato de profanação. Interessada pela arte de fazer, entrelaço estudos dos cotidianos, conversas e narrativas, com a cartografia, para parir outros caminhos metodológicos. Assim, em companhia de corpos atravessados pela santamaternidade, componho narrativas profanas, movimentos de resistências que fissuram o dispositivo. Essas narrativas deixam pistas das invenções cotidianas, que criam táticas de resistências para afirmar uma política de uso dos corpos e dos desejos, na qual as supostas naturezas consagradas não se categorizam limites, mas sim sentidos como fronteiras disponíveis a serem transpassadas. Nessa direção, afirmar que “mamãe não é santa” é afirmar a necessidade em abandonar os contornos consagrados da maternidade que causam sofrimentos e subalternização, para experienciar possibilidades de uso dos nossos corpos e das nossas subjetividades.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/15520
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia Institucional
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Institucional
dc.rightsopen access
dc.subjectDispositivo da maternidade
dc.subjectbiopolítica
dc.subjectresistências
dc.subjectcotidiano
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.titleMamãe não é santa: atravessamentos do dispositivo da maternidade e invenções cotidianas
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typemasterThesis

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