Filosofia política, resistência e identidade no baixo Império Romano : um estudo sobre a reação dos filósofos neoplatônicos ao avanço do cristianismo (361-363)

dc.contributor.advisor1Silva, Gilvan Ventura da
dc.contributor.authorPereira, Fernanda Coimbra da Costa
dc.contributor.referee1Carvalho, Margarida Maria de
dc.contributor.referee2Feldman, Sergio Alberto
dc.date.accessioned2016-08-29T14:11:47Z
dc.date.available2016-07-11
dc.date.available2016-08-29T14:11:47Z
dc.date.issued2009-05-05
dc.description.abstractIn 361 A.D., Emperor Julian took on the empire and publicly declared his preference for the pagan system of beliefs, which had been severely losing prestige due to the rise of Christianity and the works of Constantine and Constantius II. Since in the Later Roman Empire, the emperor’s religious choice suggested not only a personal option, but also a political one, Julian’s attempt to reestablish paganism as the religious basis of the empire implied also in rejecting the basilea, the Christian-Hellenistic royalty that had been consolidating. Therefore, Julian needed a new political thought to legitimate his authority before the roman society in association with the precepts of the pagan religion. Thus, he invited the neoplatonic philosophers to live at court and help him in this task since these philosophers had been converted, in a process of identity reformulation, into divine men, spokespeople for paganism. Therefore, in the role of representatives of a religious system that was being distorted so that Christianity could be consolidated as the only one with the means for salvation, they elaborated a series of strategies to oppose this process. Strategies that can be identified in Lives of the Sophists, by Eunapius of Sardis, which portraits the lives of these philosophers converted into theioi andrés. We can then see a representation fight between two religions, pagan and Christian, for the monopoly of the holy ground. In this context of cultural clash, one of the strategies of opposition elaborated by paganism was the development of a political philosophy, which was adopted by Julian right in the beginning of his government. In order to identify this theoretical concept of power, we resort to Letters and to a satire named Misopogon, written by the emperor in the city of Antioquia, while he was preparing for a military expedition against the Persians, in which he died, in 363.
dc.description.resumoEm 361 d.C., o imperador Juliano assumiu a púrpura imperial e declarou publicamente sua opção pelo sistema de crenças do paganismo, que, nesse momento, estava sofrendo um processo de franco esvaziamento de prestígio devido à ascensão da religião cristã e à atuação de Constantino e Constâncio II. Como, no Baixo Império Romano, a opção religiosa do imperador implicava não apenas uma escolha de caráter pessoal, mas também política, a tentativa de Juliano de restabelecer o paganismo como a crença que estaria na base do poder imperial implicava também a rejeição da basileia, realeza helenístico-cristã que então se consolidava. Por isso, Juliano necessitava de um novo pensamento político que legitimasse sua autoridade diante da sociedade romana mediante a associação com os preceitos da religião pagã. Nesse sentido, convocou os filósofos neoplatônicos a residir na corte para auxiliá-lo nessa tarefa, pois eles haviam se convertido, em um processo de reformulação identitária, ao longo do século IV, em homens divinos, porta-vozes do paganismo. Assim, no papel de representantes de um sistema religioso que estava sendo deturpado para que, dessa forma, o cristianismo se consolidasse como o único detentor legítimo dos bens de salvação, elaboraram uma série de estratégias de enfrentamento para se contrapor a esse processo, que pudemos identificar por meio da obra A vida dos Sofistas, de Eunápio de Sárdis, que biografa a vida desses filósofos, convertidos em theioi andrés. Assistimos, dessa forma, a uma luta de representações, entre duas religiões, a pagã e a cristã pelo monopólio do campo do sagrado. No contexto desse embate cultural, uma das estratégias de enfrentamento elaborada pelo paganismo foi a elaboração de uma filosofia política, que foi adotada por Juliano logo no início de seu governo. A fim de identificar essa concepção teórica de poder, recorremos às Cartas e a uma sátira, denominada Misopogon, que o imperador escreveu na cidade de Antioquia, enquanto se preparava para uma expedição militar contra os persas, a mesma na qual veio a falecer, em 363.
dc.formatText
dc.identifier.citationPEREIRA, Fernanda Coimbra da Costa. Filosofia política, resistência e identidade no baixo Império Romano: um estudo sobre a reação dos filósofos neoplatônicos ao avanço do cristianismo (361-363). 2009. 138 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Vitória, 2009.
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/3361
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em História
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História
dc.rightsopen access
dc.subject.br-rjbnJuliano, Imperador de Roma, 331-363
dc.subject.br-rjbnNeoplatonismo
dc.subject.br-rjbnIdentidade
dc.subject.br-rjbnRoma - História - Império, 30 A.C.-476 D.C.
dc.subject.cnpqHistória
dc.subject.udc93/99
dc.titleFilosofia política, resistência e identidade no baixo Império Romano : um estudo sobre a reação dos filósofos neoplatônicos ao avanço do cristianismo (361-363)
dc.typemasterThesis

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