Tocando os Estribos: a equoterapia como intervenção na interação social de crianças com transtorno do espectro autista

dc.contributor.advisor1Canal, Claudia Patrocinio Pedroza
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-2342-1302
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8984420280257670
dc.contributor.authorSilva, Alberto Pereira da
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.referee1Queiroz, Savio Silveira de
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5264-0945
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3414376297700269
dc.contributor.referee2Correa, Monica Cola Cariello Brotas
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-6260-7236
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/1697609652405231
dc.contributor.referee3Rossetti, Claudia Broetto
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-1095-0638
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/5611159987021203
dc.date.accessioned2024-05-30T01:42:43Z
dc.date.available2024-05-30T01:42:43Z
dc.date.issued2022-12-14
dc.description.abstractEquine-assisted therapy is a complex multidisciplinary method, which can contribute to the improvement of psychomotor disabilities, interpersonal relationships and reduction of stereotyped patterns. Initially aimed at assisting people with disabilities, it may also be proposed to help the social interaction of children diagnosed with the autistic spectrum disorder (ASD). ASD manifests itself in the first years of life, with characteristic symptoms being observed around 18 months of age and more precisely diagnosed after the age of three. It presents itself in different levels, and is characterized mainly by communication deficits and difficulty in social interactions, with repetitive and restricted behavior patterns and often associated with developmental delays. The developmental perspective, when discussing the development of social interactions, highlights the importance of nonverbal behaviors and body expressions present in shared attention (CA) gestures, which may be present before spoken language. Considering the literature on intervention with the participation of horses, better known in Brazil as horseback riding, the aim of this study was to analyze the social interaction of practitioners diagnosed with ASD, aged between three and five years, participating in a horseback riding program. To this end, the interaction and the development of CA behaviors by the children during the sessions were recorded, as well as the perception of caregivers regarding the proposed intervention. With a descriptive design, the research was carried out through a multiple case study, with the participation of nine children diagnosed with ASD, aged between three and five years, practitioners in the Equine Therapy Social Program of the Military Police of Espírito Santo (PMES) and their guardians/caregivers. The following were used as pre- and post-intervention assessment instruments and to substantiate the intervention (a) Anamnesis Forms, (b) Childhood Autism Rating Scale (CARS), (c) Pictorial Infant Communication Scale (PICS), (d) Evaluation For Caregivers Sheets, (e) Script to guide the realization of the horseback riding sessions, and (f) Protocol for analysis of the sessions, which presented development levels referring to social orientation and CA, being also registered the expected behaviors in the interaction of the practitioner with the team and with the horse. The analysis of the results showed that all practitioners obtained better scores in the PICS and CARS in the moment after the intervention, compared to the previous moment: In the PICS assessment, all obtained improvement in the Total score and in the sub-score Initiation of Shared Attention; eight presented improvement in the sub-score Initiation of Soliciting Behavior; and four obtained advances in the sub-score Response to Shared Attention, with two obtaining the maximum score in both assessments. In the CARS evaluation, again all practitioners reached better scores in the final evaluation, however, only for one practitioner this change in score also translated into a change in the classification of the disorder, going from severe to mild/moderate. Regarding behaviors related to social interaction, the children showed changes mainly in those that originated from the spontaneous ability to signal to a social partner their interest, using gestures or directing their gaze. The behaviors were categorized according to their manifestation in the equine therapy sessions, within the categories: Absent; Triggered by the Caregiver; Triggered by the Mediator; Spontaneous. The Levels of development present in the analysis were described in two levels: I, subdivided into A and B; II, also subdivided into A and B. Finally, the categories of the interviews with the parents - Initial expectation; Acceptance of the horse's presence; Observed difficulties; Interest in the activity; Changes in the practitioner's behavior - show that they noticed an improvement in the practitioners' social interaction, whether in the family or in other contexts, and also the importance of the relationship between children, horses and the assistance team. It was concluded that CA behaviors, especially those related to social orientation, can be facilitated in the equine-assisted therapy environment, due to the characteristics of the intervention, which encourages interaction, initially between the practitioner and the horse, extending to the team. It was also observed that caregivers play an important role, especially in the adaptation during the initial period of the intervention and also that they notice the evolution of practitioners, especially in aspects related to social relationships and independence. The role of professional mediators is a primordial factor for the evolution of practitioners, through the encouragement of observed behaviors and management of the characteristics that the horse provides in the proposed activities. Equine-assisted therapy, therefore, offered a favorable environment for the stimulation and motivation of participants with ASD, being necessary the constant monitoring of the activity by the multidisciplinary team, so that the practitioner is the protagonist in his process in therapy.
dc.description.resumoA equoterapia é um método multidisciplinar complexo, que pode contribuir para a melhora de deficiências psicomotoras, relacionamento interpessoal e diminuição de padrões estereotipados. Inicialmente voltada para oatendimento a pessoas com deficiência, pode ser proposta também para auxiliar a interação social de crianças diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA). O TEA se manifesta nos primeiros anos de vida, sendo observados sintomas característicos por volta de 18 meses e diagnóstico com maior precisão a partir dos três anos de idade. Se apresenta em diferentes níveis, e é caracterizado principalmente por déficits na comunicação e dificuldade nas interações sociais, com padrões de comportamentos repetitivos e restritos e muitas vezes associado a atrasos no desenvolvimento. A perspectiva desenvolvimentista, ao discorrer sobre o desenvolvimento das interações sociais, destaca a importância dos comportamentos não-verbais e expressões corporais presentes em gestos de atenção compartilhada (AC), que podem estar presentes antes da linguagem falada. Considerando a literatura sobre intervenção com a participação de cavalos, mais conhecida no Brasil como equoterapia, o objetivo deste estudo foi analisar a interação social de praticantes com diagnóstico de TEA, com idade entre três a cinco anos, participantes de um programa de equoterapia. Para tal, foram registrados a interação e o desenvolvimento de comportamentos de AC pelas crianças durante as sessões, bem como a percepção de cuidadores em relação à intervenção proposta. Com delineamento descritivo, a pesquisa foi realizada por meio de estudo de casos múltiplos, com participação de nove crianças com diagnóstico de TEA, com idade entre três a cinco anos, praticantes no Programa Social de Equoterapia da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e seus responsáveis/cuidadores. Foram utilizados como instrumentos de avaliação pré e pós intervenção e para fundamentar a intervenção: a) Formulários de Anamnese, b) Escala de avaliação do Autismo Infantil (Childhood Autism Rating Scale – CARS), c) Escala de Comunicação da Primeira Infância (Pictorial Infant Communication Scale - PICS), d) Fichas de Avaliação para Cuidadores, e) Roteiro para orientar a realização das sessões de equoterapia e f) Protocolo para análise das sessões, que apresentou níveis de desenvolvimento referentes à orientação social e AC, sendo registrados ainda os comportamentos esperados na interação do praticante com a equipe e com o cavalo. A análise dos resultados mostrou que todos os praticantes obtiveram melhores pontuações na PICS e CARS no momento posterior à intervenção, em comparação ao momento anterior: Na avaliação da PICS, todos obtiveram melhora nas pontuação Total e na subpontuação Iniciação de Atenção Compartilhada; oito apresentaram melhora na subpontuação Iniciação de Comportamento de Solicitação; e quatro obtiveram avanços na subpontuação Resposta de Atenção Compartilhada, sendo que dois conseguiram a pontuação máxima nas duas avaliações. Na avaliação da CARS, novamente todos os praticantes alcançaram melhores escores na avaliação final, entretanto, apenas para um praticante essa mudança de pontuação se traduziu também em alteração de classificação do transtorno, saindo de grave para leve/moderado. Em relação aos comportamentos relacionados à interação social, as crianças apresentaram mudanças principalmente naqueles originados da capacidade espontânea em sinalizar a um parceiro social seu interesse, usando gestos ou direcionando o olhar. Os comportamentos foram categorizados de acordo com sua manifestação nas sessões de equoterapia, dentro das categorias: Ausente; Desencadeado pelo Cuidador; Desencadeado pelo Mediador; Espontâneo. Os Níveis de desenvolvimento presentes na análise foram descritos em dois níveis: I, subdividido em A e B; II, também subdividido em A e B. Finalmente, as categorias das entrevistas com os pais –Expectativa Inicial; Aceitação da presença do cavalo; Dificuldades observadas; Interesse pela atividade; Mudanças no comportamento do praticante– mostram que eles perceberam melhora na interação social dos praticantes, seja em âmbito familiar ou em outros contextos, e, ainda, importância da relação entre as crianças, cavalos e equipe de atendimento. Concluiu-se que os comportamentos de AC, principalmente os relacionados à orientação social, podem ser facilitados no ambiente da equoterapia, devido às características da intervenção, que incentiva a interação, inicialmente entre o praticante e o cavalo, estendendo-se para a equipe. Observou-se ainda que os cuidadores exercem papel importante especialmente na adaptação durante o período inicial da intervenção e também que percebem a evolução dos praticantes, principalmente em aspectos ligados ao relacionamento social e independência. O papel dos profissionais mediadores se coloca como fator primordial para a evolução dos praticantes, mediante o incentivo dos comportamentos observados e manejo das características que o cavalo proporciona nas atividades propostas. A equoterapia, portanto, ofereceu um ambiente propício para o estímulo e motivação dos participantes com TEA, sendo necessário o acompanhamento constante da atividade pela equipe multiprofissional, para que o praticante seja protagonista em seu processo na terapia.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/17199
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia
dc.rightsopen access
dc.subjectTranstorno do Espectro Autista
dc.subjectCrianças
dc.subjectEquoterapia
dc.subjectInteração Social
dc.subjectAtenção Compartilhada
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.titleTocando os Estribos: a equoterapia como intervenção na interação social de crianças com transtorno do espectro autista
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typemasterThesis

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