Variação e multidimensionalidade no uso do espaço em muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus)
| dc.contributor.advisor1 | Strier, Karen Barbara | |
| dc.contributor.advisor1ID | https://orcid.org/0000-0003-2520-9110 | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8457334468175476 | |
| dc.contributor.author | Lima, Marlon | |
| dc.contributor.referee1 | Ribeiro, Milton Cezar | |
| dc.contributor.referee2 | Ditchfield, Albert David | |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/7292063375172411 | |
| dc.contributor.referee3 | Mendes, Sergio Lucena | |
| dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/1602984794287955 | |
| dc.contributor.referee4 | Melo, Fabiano Rodrigues de | |
| dc.date.accessioned | 2024-05-30T00:52:59Z | |
| dc.date.available | 2024-05-30T00:52:59Z | |
| dc.date.issued | 2022-03-02 | |
| dc.description.abstract | Studies carried out over almost 40 years in the population of northern muriquis (Brachyteles hypoxanthus) in the Private Natural Heritage Reserve – Feliciano Miguel Abdala, in Minas Gerais, Brazil, offer a great opportunity to assess the variation in the movement patterns of animals that live in groups and its relationship with ecological, social and behavioral phenomena that vary in space-time. The muriqui groups showed some changes in this period, from cohesive groups that became fluid, formation of new groups, increase and decrease in population, or the increase in the use strata of the forest, such as the ground use. So, in the first chapter social groups of northern muriquis have fluid grouping patterns, which results in subgroups that vary in size and composition throughout the year. In this study, we investigate whether group size adjustments can influence spatial variables such as daily path lengths and the distances between subgroups. These results show that daily path lengths were positively correlated with subgroup size only in the rainy months and only to the proportion of females, and suggest that the daily path length are linked to the availability and/or need of more resources for females. The greater distance between subgroups in the dry months reduces competition that results from the lower availability of resources, and, is consistent with the benefits of maintaining proximity between subgroups during intergroup encounters. Both results show the flexibility that the fission-fusion dynamics may offer, and indicate the importance of considering inter and intragroup relations. Another change observed was the reduction of the muriquis population by about 10%. Therefore, in the second chapter we verify if variation over time in the demography of primate populations can influence how available space is used. We analyzed the space use by five groups, when the population had reduced, and we compared the results from when the population was bigger. During the period of this study, the five groups of muriquis used 12% less than previously observed, with a 35.8% reduction of space use outside the area of the reserve. The home ranges of the groups were also between 2.7% to 32.5% smaller than previously observed. The size of the core area was not influenced by the reduction in the number of individuals, remaining stable in largest group, but in the other groups there was an increase. Home ranges and core area overlaps among all groups were small or did not occur, however the formation of a new group with the fission generated a moderate overlap between these groups even after a few years. Tracking long-term space use patterns after demographic changes demonstrates the ability of groups to adapt to ecological changes, such as more available space, greater availability of resources and less competition, and can provide a better understanding of space use in other populations as well as in other species. In the third chapter, to represent the reality of the space use those most arboreal animals occupy, it would be more appropriate if we characterize it in 3 spatial dimensions (3D), where the inclusion of the vertical axis can improve the understanding of the spatial ecology of various organisms. We investigated the three-dimensional (3D) space use in a group of muriquis, which are able to explore a variety of vertical substrates, such as canopy layers, understory and even ground use. We found that the percentage of time that the muriquis occupied the forest strata varied from 3% on the ground (0 m) to 35% (strata between 5 and 10 m). When we included in our analysis the altitude of elevation and the height of the forest strata where the behavioral activities take place, the annual volume of the 3D home range was 118 million cubic meters, and the volume of the 3D core area was 20 million cubic meters, there was no correlation between 3D home range and 2D home range, which means that we are measuring different types of space use. However, 3D core areas were correlated with 2D core areas, which indicates that muriquis need a minimum area for their activities. These results show the importance of the vertical space in analysis of the space use of species that live in limited areas and in high density, as they show the importance of understanding the possible benefits of accessing varied resources intensively in various strata, and the energy costs to explore slopes and the disturbed forests compared to a flat area forest and less used strata. The search for knowledge about the use of space by muriquis can help in the maintenance or management of isolated populations | |
| dc.description.resumo | Estudos produzidos ao longo de quase 40 anos na população de muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) da RPPN-Feliciano Miguel Abdala em Minas Gerais, Brasil, oferecem uma grande oportunidade de avaliar a variação nos padrões dos movimentos de animais que vivem em grupos e sua relação com fenômenos ecológicos, sociais e comportamentais que variam no espaço-tempo. Os grupos de muriquis passaram por algumas mudanças nesse período, desde grupos coesos que se tornaram fluidos, formação de novos grupos, aumento e redução na população, ou o aumento do uso de mais estratos da floresta, como o uso do chão. Os grupos sociais têm padrões de agrupamento fluido, que resulta em subgrupos que variam no seu tamanho e composição ao longo do dia e do ano. No primeiro capítulo, investigamos se a variação no tamanho e composição dos subgrupos podem ser correlacionadas com variáveis espaciais como as distâncias diárias percorridas e as distâncias entre os subgrupos. As distâncias diárias percorridas foram positivamente correlacionadas ao tamanho dos subgrupos apenas nos meses chuvosos e positivamente com a proporção das fêmeas, e sugerem que as distâncias percorridas podem estar ligadas à disponibilidade e/ou a necessidade de maior demanda de recursos para as fêmeas. O fato de a distância entre subgrupos ser maior nos meses secos, indica, a menor disponibilidade de recurso, e que assim podem evitar a competição, já o fato de não estar correlacionado com o tamanho dos subgrupos e composição foi inesperado do ponto de vista da competição, o que seria motivo para fissão, mas é consistente com a proximidade entre subgrupos para manter os benefícios durante os encontros intergrupais. Ambos resultados mostram a flexibilidade que a dinâmica de fissão fusão pode oferecer, e indicam a importância de considerar as relações intergrupais além das relações intragrupais. Outra mudança observada no uso do espaço ocorreu após a redução da população de muriquis em cerca de 10%, e por isso, no segundo capitulo verificamos que variações ao longo do tempo na demografia das populações de primatas podem influenciar como o espaço disponível é utilizado. Analisamos o uso do espaço de cinco grupos quando a população reduziu, e comparamos os resultados encontrados quando a população era maior (agosto de 2010 a julho de 2013). Durante o período deste estudo, os cinco grupos de muriquis usaram 12% a menos do que observado anteriormente, com uma redução de 35.8% do uso fora da área da reserva. As áreas de uso dos grupos também foram entre 2.7% a 32,5% menores do que observado antes. O tamanho da área nuclear não foi influenciado pela redução no número de indivíduos, mantendo-se estável no maior grupo e aumentou nos outros grupos. As sobreposições de área de uso e áreas nucleares entre todos grupos foi menor ou não ocorreu, porém, a formação de um novo grupo através da fissão gerou uma sobreposição moderada entre estes grupos envolvidos mesmo depois de alguns anos. Acompanhar os padrões de uso do espaço a longo prazo após mudanças demográficas, demonstra a capacidade dos grupos de se adaptarem às mudanças ecológicas, como mais espaço disponível, maior disponibilidade de recursos e menor competição, e pode proporcionar uma melhor compreensão do uso do espaço em outras populações e outras espécies. No terceiro capítulo, uma vez que estes primatas são capazes de explorar uma variedade de substratos verticais, como as camadas da copa, sub-bosques e até o uso do chão. Nós investigamos o uso do espaço tridimensional (3D) do maior grupo de muriquis da RPPN-FMA. Nós observamos que a porcentagem do tempo que os muriquis ocuparam os estratos da floresta variaram de 3 % no uso do chão até 35% nos estratos entre 5 e 10 m. Quando incluímos em nossas análises a altitude do relevo e a altura dos estratos da floresta em que as atividades comportamentais acontecem, o volume anual da área de uso 3D foi 118 milhões de metros cúbicos e o volume da área nuclear 3D foi 20 milhões de metros cúbicos. Não houve correlação entre área de uso 3D e a área de uso 2D, o que significa que estamos medindo tipos de uso de espaço diferentes. Contudo, as áreas nucleares 3D estavam correlacionadas com as áreas nucleares 2D, o que indica que os muriquis precisam de uma área mínima para suas atividades. Estes resultados mostram a importância do espaço vertical em análises do uso do espaço de espécies que vivem em uma área limitada e em alta densidade, pois mostram a necessidade de entender os possíveis benefícios ao acessar recursos variados e intensivamente em vários estratos, e os custos energéticos para explorar áreas inclinadas e com florestas perturbadas em comparação a uma mata em área plana e menos estratos utilizados. A busca pelo conhecimento sobre o uso do espaço dos muriquis pode ajudar na manutenção ou manejo de populações isoladas | |
| dc.format | Text | |
| dc.identifier.uri | https://dspace5.ufes.br/handle/10/15765 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal do Espírito Santo | |
| dc.publisher.country | BR | |
| dc.publisher.course | Doutorado em Biologia Animal | |
| dc.publisher.department | Centro de Ciências Humanas e Naturais | |
| dc.publisher.initials | UFES | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Animal) | |
| dc.rights | open access | |
| dc.subject | Variação demográfica | |
| dc.subject | Espaço tridimensional | |
| dc.subject | Primatas | |
| dc.subject.br-rjbn | subject.br-rjbn | |
| dc.subject.cnpq | Zoologia | |
| dc.title | Variação e multidimensionalidade no uso do espaço em muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) | |
| dc.type | doctoralThesis |
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