Segurança e imunogenicidade da vacinação contra a febre amarela em pacientes com doença renal crônica dialítica

dc.contributor.advisor1Falqueto, Aloisio
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0009-0009-8044-5504
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7897153591613337
dc.contributor.authorDistenhreft, Jesiree Iglésias Quadros
dc.contributor.referee1Cerutti Junior, Crispim
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000000294854191
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4257067087979999
dc.contributor.referee2Vasconcellos Filho, Lauro Monteiro
dc.date.accessioned2024-05-30T00:52:57Z
dc.date.available2024-05-30T00:52:57Z
dc.date.issued2022-03-14
dc.description.abstractThe immune response and safety of the yellow fever vaccine in chronic kidney disease patients are not known. The immunosuppression characteristic of chronic kidney disease could increase the risk of serious adverse events, in a scenario of no specific recommendation regarding the safety of this vaccine in chronic kidney disease. The outbreak of wild yellow fever in Espírito Santo in 2017, at the time an unprotected area, led to the need for vaccination of an unprotected population. Individuals with chronic kidney disease were vaccinated based on the physician's shared decision with the patient. It is known that, for other vaccines, this population has lower seroconversion rates, lower peak antibody titers, and rapid decline in titers compared to healthy subjects. The aim of this study was to evaluate the safety and immunogenicity of the yellow fever vaccine in chronic kidney disease patients. A cross-sectional study was carried out with 223 chronic patients on dialysis, with 211 patients (94.62%) on hemodialysis and 12 patients (5.38%) in peritoneal dialysis, with a median time of dialysis therapy of 4.5 and 7 years, respectively. Only 11 patientes received the vaccine before 2017, the others being vaccinated during the years 2017 and 2018. From 223 patients interviewed, 205 (91.93%) did not experience any adverse events after vaccination. Local manifestations such as pain and swelling occurred in 13 patients (5.83%), while 6 patients (2.7%) had general systemic manifestations (such as fever and headache). One patient had both manifestations. Severe adverse events attributable to the yellow fever vaccine were not observed. Brown race was the only risk factor for the occurrence of adverse events. A lysis-plaque-reduction neutralization test was performed to assess seroconversion. A neutralization titer of ≥1:20 was considered adequate and protective. Seroconversion was evaluated approximately 35 months after vaccination in 71 patients. Of these, only 27 patients (38%) had sufficient neutralization titer. No clinical feature was considered a predictor for seroconversion. This study suggests that the yellow fever vaccine is safe in chronic kidney disease patients. The vaccine, however, confers a seroconversion rate much lower than expected for the general population. This study cannot predict the ideal dose and/or the number of doses that should be given to maintain adequate antibody levels before the chronic kidney patient undergoes a kidney transplant.
dc.description.resumoA resposta imune e a segurança da vacina contra a febre amarela em renais crônicos dialíticos não são conhecidas. A imunossupressão característica da doença renal crônica poderia aumentar o risco de eventos adversos graves, não havendo uma recomendação específica quanto à segurança desta vacina em renais crônicos. O surto de febre amarela silvestre no Espírito Santo em 2017, na ocasião área indene, levou à necessidade de vacinação de uma população desprotegida. Indivíduos com doença renal crônica foram vacinados com base na decisão compartilhada do médico com o paciente. É conhecido que, para outras vacinas, esta população apresenta menores taxas de soroconversão, pico mais baixo de títulos de anticorpos e rápido declínio dos títulos comparado com indivíduos saudáveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina contra a febre amarela em renais crônicos dialíticos. Foi realizado um estudo transversal, com 223 pacientes crônicos em terapia dialítica, estando 211 pacientes (94,62%) em hemodiálise e 12 pacientes (5,38%) em diálise peritoneal, com mediana de tempo de terapia dialítica de 4,5 e 7 anos, respectivamente. Apenas 11 pacientes foram vacinados antes de 2017. Os demais foram vacinados ao longo dos anos 2017 e 2018. Do total de 223 pacientes entrevistados, 205 (91,93%) não apresentaram quaisquer eventos adversos após a vacinação. As manifestações locais, tais como dor e edema, ocorreram em 13 pacientes (5,83%), enquanto que 6 pacientes (2,7%) apresentaram manifestações sistêmicas gerais (tais como febre e cefaleia). Um paciente teve ambas as manifestações. Nenhum indivíduo apresentou evento adverso grave atribuível à vacina contra a febre amarela (reação de hipersensibilidade, doença neurológica aguda e doença viscerotrópica). Raça parda foi o único fator de risco para a ocorrência de eventos adversos. Foi realizado teste de neutralização por redução de placas de lise para avaliar a soroconversão. Um título de neutralização ≥1:20 foi considerado adequado e protetor. A soroconversão foi avaliada cerca de 35 meses após a vacinação em 71 pacientes. Destes, apenas 27 pacientes (38%) apresentaram título de neutralização adequado. Nenhuma característica clínica foi considerada como preditor para soroconversão. Este estudo sugere que a vacina contra a febre amarela seja segura em renais crônicos dialíticos. A vacina, no entanto, confere taxa de soroconversão muito abaixo do esperado para a população geral. Este estudo não pode predizer qual seria a dose ideal ou o número de doses que devem ser aplicadas para manter níveis adequados de anticorpos antes que o renal crônico seja submetido a um transplante renal.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/15737
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Doenças Infecciosas
dc.publisher.departmentCentro de Ciências da Saúde
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas
dc.rightsopen access
dc.subjectVacina contra a febre amarela
dc.subjectSegurança
dc.subjectImunização
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqDoenças Infecciosas e Parasitárias
dc.titleSegurança e imunogenicidade da vacinação contra a febre amarela em pacientes com doença renal crônica dialítica
dc.typemasterThesis

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