O desenho infantil como instrumento mediador na construção dos conceitos científicos no ensino de ciências naturais

dc.contributor.advisor1Santos, Franklin Noel dos
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000000153441027
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2437036625902034
dc.contributor.authorAntunes, Rafael Felipe Sousa
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0002-9674-7218
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5012945001706851
dc.contributor.referee1Teixeira, Marcos da Cunha
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-3564-2180
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9783956535209540
dc.contributor.referee2Cristofoleti, Rita de Cassia
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000000181802600
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7652852076064341
dc.date.accessioned2024-05-29T22:10:23Z
dc.date.available2024-05-29T22:10:23Z
dc.date.issued2019-05-31
dc.description.abstractSince child, while students, we have been prepared to at some moment of our lives carry out a test or even an exam. With the character of an educational tool, tests and/or exams have been widely applied for the purpose of evaluating and measuring what has been “learned” by the student, however, they are not the only educational tool available to assess or measure the knowledge acquired by the student. In this context, the children’s drawing, which has long been trivialized, being it in the application for the purpose of relaxation or technical nature (mimeographed and ready-to-color drawings), presents itself as an interesting educational tool to identify what has been internalized by the child, thus being linked to child learning and development. Children’s drawing assumes a multidisciplinary position, while interacting with various branches of knowledge, either in a dialectical and dialogical process, establishing an intercommunication, at the same time, with the environment in which it is produced, with the context to which it refers, and with the individuals involved in the design and reception process, either directly or indirectly. Nowadays we are faced with a great fragmentation of knowledge, thus children’s drawing present itself as a versatile tool when used in the correct way, being able to be used in an interdisciplinary way. Mainly based on L. S. Vygotsky this research aimed to highlight the importance of children’s drawing as a methodological and educational tool for teaching-learning in the teaching of Natural Sciences, specially in the development of scientific concepts related to nature, as well as stimulating the children’s imagination by putting focus its perception on creating and re-creating its drawings. The methodology proposed here aims to place the child in a prominent place, being it the protagonist of what creates. Field classes, along with the presentation of stuffed animals, aimed to intensify the lived experienced by the children, so that this experience marks them in some way, being able or not to reflect in the realized drawings. The results suggest the children’s drawing linked to other practices is a useful and versatile instrument, breaking paradigms that the only ways of evaluation are in tests/exams. We propose, then, that drawing be used as a common language, not as mere amusement, but as a useful instrument, useful in its many forms, so that when the child draws, it brings to the paper in form of art, mental images and creates its work thus having a dialectical relationship between what imagines and what draws, leaving recorded in its work what he/she is feeling, what he/she thinks, or what he/she would wish to happen, passing between past, present and future. Thus, we argue here that drawing should not be taken only as an end, but as a means, the purpose of which is to learn to see, to discover, to preserve, to remember, to reproduce, to create, and above all, the purpose of instructing and teaching.
dc.description.resumoDesde criança, enquanto alunos, somos preparados para em algum momento de nossas vidas realizar uma prova ou um exame. Com o caráter de ferramenta pedagógica, provas e/ou exames são amplamente aplicados com a finalidade de avaliar e medir o que foi “aprendido” pelo aluno, no entanto, não são as únicas ferramentas pedagógicas disponíveis para tal. Nesse contexto, o desenho infantil, há muito banalizado, seja ele na aplicação com o fim de descontração ou com caráter técnico (desenhos mimeografados e prontos para colorir), apresenta-se como uma ferramenta pedagógica interessante para identificar o que foi internalizado pela criança, estando atrelado ao aprendizado e desenvolvimento infantil. O desenho infantil assume uma posição multidisciplinar, ao passo que interage com os diversos ramos do saber, num processo dialético e dialógico, estabelecendo uma intercomunicação, ao mesmo tempo, com o meio no qual é produzido, com o contexto ao qual se refere, e com os indivíduos envolvidos no processo de concepção e recepção, seja direta ou indiretamente. Nos dias de hoje nos deparamos com uma grande fragmentação de saberes, dessa forma o desenho infantil se mostra uma ferramenta versátil quando utilizada da forma correta, podendo ser tratada de forma interdisciplinar. Baseado principalmente em L. S. Vygotsky essa pesquisa objetivou evidenciar a importância do desenho infantil como ferramenta metodológica e pedagógica para o ensino-aprendizagem no ensino de Ciências Naturais, especificamente na construção de conceitos científicos relacionados à temática natureza, além de estimular a imaginação da criança colocando em foco a sua percepção no ato de criar e recriar seus desenhos. A metodologia aqui proposta visa colocar a criança em lugar de destaque, sendo ela protagonista do que cria. Aulas de campo, juntamente com a apresentação de animais taxidermizados, tiveram como objetivo intensificar a experiência vivenciada pelas crianças, a fim de que essa experiência as marcasse de alguma forma, podendo ou não refletir nos desenhos realizados. Os resultados sugerem que o desenho infantil atrelado à outras práticas é um instrumento útil e versátil, quebrando paradigmas de que as únicas formas de avaliação se encontram em provas/exames. Propomos então, que o desenho seja utilizado como uma linguagem comum, não como mera diversão, mas como um instrumento prestadio, útil em suas várias formas, de modo que quando a criança desenha, ela traz para o papel, em forma de arte, imagens mentais e cria a sua obra, havendo dessa forma uma relação dialética entre o que se imagina e o que desenha, deixando registrado em sua obra o que está sentindo, o que pensa, ou o que desejaria que acontecesse, transitando entre passado, presente e futuro. Assim, defendemos aqui que o desenho não deve ser tomado apenas como um fim, mas como um meio, cujo propósito é o de aprender a ver, a descobrir, a conservar, e recordar, a reproduzir, a criar, e acima de tudo, o propósito de instruir e ensinar.
dc.description.sponsorshipFundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/13036
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Ensino na Educação Básica
dc.publisher.departmentCentro Universitário Norte do Espírito Santo
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica
dc.rightsopen access
dc.subjectDesenho infantil
dc.subjectEnsino de ciências
dc.subjectConceitos científicos
dc.subjectFerramenta pedagógica
dc.subjectChildren’s drawings
dc.subjectScience teaching
dc.subjectScientific concepts
dc.subjectEducational tool
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqEnsino
dc.titleO desenho infantil como instrumento mediador na construção dos conceitos científicos no ensino de ciências naturais
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typemasterThesis

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