Avaliação da progressão da Covid-19 nas populações de municípios de pequena densidade demográfica no Estado do Espírito Santo
| dc.contributor.advisor1 | Cerutti Junior, Crispim | |
| dc.contributor.advisor1ID | https://orcid.org/0000000294854191 | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4257067087979999 | |
| dc.contributor.author | Silva, Laylla Veridiana Castoria | |
| dc.contributor.referee1 | Teixeira, Carlos Graeff | |
| dc.contributor.referee1ID | https://orcid.org/0000000327250061 | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/0464152494769261 | |
| dc.contributor.referee2 | Jabor, Pablo Medeiros | |
| dc.date.accessioned | 2024-05-30T00:53:37Z | |
| dc.date.available | 2024-05-30T00:53:37Z | |
| dc.date.issued | 2022-06-29 | |
| dc.description.abstract | Introduction: In December 2019, a disease called COVID-19 emerged in China from infection by SARS-CoV-2, a new coronavirus. The high transmission rate of the agent and the absence of vaccines made necessary a series of measures to prevent its spread. At the beginning of the pandemic in Brazil, notifications of disease cases to the authorities covered only severe cases. In addition, the implementation of preventive measures generally took place at the state level, not contemplating local specificities and real needs. When considering the context of an infectious disease of direct transmission, the perception is that places with greater population contingents act as critical points for its spread. Consequently, understanding the relationship between population density and the dissemination of a disease such as COVID-19 could provide greater rationality in establishing health policies, including better dimensioning the modality of social isolation and adapting it to different realities. Objective: To describe the relationship between population density and the spread of COVID-19 in municipalities of different demographic densities in the state of Espírito Santo. Methods: The research team performed a cross-sectional study on a subsample of the population survey in the state of Espírito Santo between May and June 2020. Two samples were taken, with an interval of thirty days, in each selected census sector, but in different houses. The random selection of one individual by household provided sociodemographic, clinical, and serological information regarding SARS CoV-2. The research team respected all ethical aspects. The significance level adopted was 5%. Results: The prevalence of positive results for COVID-19 in the municipalities of Aracruz, Barra de São Francisco, Castelo, Guaçuí, Guarapari, Pedro Canário, São Gabriel da Palha and Venda Nova do Imigrante, in the 1st stage, was 0.25% , while in the 3rd stage it was 2.26% (p<0.05). For the group of municipalities of Baixo Guandu, Conceição da Barra, Ecoporanga, Iúna, Marataízes, Santa Maria do Jetibá, Sooretama and Viana, in the 2nd stage, the prevalence was 2.11%, reaching 7.36% in the 4th stage (p<0.05). The correlation between population density and the difference in prevalence between the stages was not significant (p>0.05). Regarding the sociodemographic profile, among individuals with positive antibody test against SARSCoV-2, 38.2% were between 21 and 40 years old, 60.9% were female, 53.1 % declared themselves to be of mixed race, and skin color, 25.0% had completed high school. In addition, 44.6% lived in a household with between zero and three people, and 42.2% lived in a space with four to six people (p<0.05). As for comorbidities, 28.9% had systemic arterial hypertension, 12.5% were obese, and 8.6% had diabetes mellitus (p>0.05). Regarding signs and symptoms, 36.6% were asymptomatic, 36% has anosmia, 34.4% reported fever, 34.4% had a cough, 29.7% fatigue, and 25.7% has myalgia (p<0.05). Conclusion: The study demonstrated a rapid and early spread of COVID-19 even in smaller municipalities. There was no correlation between the difference in prevalence between the stages and the demographic densities of the cities, which corroborates a highly effective transmission pattern in any circumstance of exposure. In general, understanding factors such as population density is essential to preventing and predicting the spread of infectious diseases. Thus, the disease profile can guide public policies about testing and social distancing. It can also provide adequate management of individuals. | |
| dc.description.resumo | Introdução: Em dezembro de 2019, surgiu, na China, uma doença que foi denominada COVID-19, resultado da infecção pelo SARS-CoV-2, um novo coronavírus. Diante das altas taxas de transmissão do agente e na ausência de vacinas, uma série de medidas foram tomadas para evitar sua disseminação. No Brasil, no início da pandemia, as notificações dos casos da doença para as autoridades abrangeram somente os casos graves. Além disso, a implementação de medidas preventivas ocorreu, geralmente, no âmbito estadual, não compreendendo as especificidades locais e as reais necessidades. Quando se considera o contexto de uma doença infecciosa de transmissão direta (doença contagiosa), supõem-se que locais com maiores contingentes populacionais atuem como pontos críticos para sua disseminação. Consequentemente, a compreensão da relação entre densidade demográfica e disseminação de uma doença como a COVID-19 poderia proporcionar uma maior racionalidade no estabelecimento de políticas de saúde, inclusive pelo melhor dimensionamento da modalidade de isolamento social, que passaria a ser adaptado às diversas realidades. Objetivo: Descrever a relação entre densidade populacional e disseminação da COVID-19 em municípios de diferentes densidades demográficas no estado do Espírito Santo. Métodos: Estudo transversal realizado em uma subamostra do inquérito populacional no estado do Espírito Santo, entre os meses de maio e junho de 2020. Realizou-se duas amostragens, com intervalo de trinta dias, em cada setor censitário selecionado, porém em residências diferentes. Foi sorteado um indivíduo de cada residência para a coleta de informações sobre o perfil sociodemográfico e os aspectos clínicos e para a realização do teste sorológico para SARS-CoV-2. Respeitaram-se todos os aspectos éticos. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: A prevalência de resultados positivos para COVID-19 nos municípios de Aracruz, Barra de São Francisco, Castelo, Guaçuí, Guarapari, Pedro Canário, São Gabriel da Palha e Venda Nova do Imigrante, na 1ª etapa, foi de 0,25%, enquanto, na 3ª etapa, foi de 2,26% (p<0,05). Para o grupo dos municípios de Baixo Guandu, Conceição da Barra, Ecoporanga, Iúna, Marataízes, Santa Maria do Jetibá, Sooretama e Viana, na 2ª etapa, a prevalência foi de 2,11%, atingindo 7,36% na 4ª etapa (p<0,05). A correlação entre densidade demográfica e diferença de prevalência entre as etapas não foi significante (p>0,05). Em relação ao perfil sociodemográfico, entre os indivíduos com resultados positivos do teste de anticorpos contra o SARSCoV- 2, 38,2% encontravam-se na faixa etária entre 21 e 40 anos, 60,9% eram do sexo feminino, 53,1% se autodeclararam da raça e cor da pele parda, 25,0% possuíam ensino médio completo. Além disso, 44,6% moravam em domicílio em que havia entre zero e três pessoas e 42,2% moravam em domicílio em que habitavam entre quatro e seis pessoas (p<0,05). Quanto às comorbidades, 28,9% possuíam hipertensão arterial sistêmica, 12,5% apresentavam obesidade e 8,6% eram portadores de diabetes mellitus (p>0,05). No que diz respeito aos sinais e sintomas, 36,6% eram assintomáticos, seguidos por 36% com anosmia, 34,4% que referiam febre, 34,4% que tinham tosse, 29,7% com fadiga e 25,7% com mialgia (p<0,05). Conclusão: O estudo demonstrou uma disseminação rápida e precoce da COVID-19 mesmo em municípios de menor porte. Não houve correlação entre diferença de prevalência entre as etapas e densidades demográficas dos municípios, corroborando um padrão de transmissão altamente efetivo em qualquer circunstância de exposição. Em linhas gerais, compreender fatores como a densidade demográfica é essencial para prevenir e prever a propagação de doenças infecciosas. Ainda, a caracterização das áreas de transmissão em termos de aspectos sociodemográficos, comorbidades e sintomas relatados pode auxiliar na elaboração de políticas públicas quanto a testagem e distanciamento social, além de propiciar um manejo mais adequado dos indivíduos. | |
| dc.format | Text | |
| dc.identifier.uri | https://dspace5.ufes.br/handle/10/16060 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal do Espírito Santo | |
| dc.publisher.country | BR | |
| dc.publisher.course | Mestrado em Doenças Infecciosas | |
| dc.publisher.department | Centro de Ciências da Saúde | |
| dc.publisher.initials | UFES | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas | |
| dc.rights | open access | |
| dc.subject | Estudos transversais | |
| dc.subject | Infecções por coronavírus | |
| dc.subject | Epidemiologia | |
| dc.subject.br-rjbn | subject.br-rjbn | |
| dc.subject.cnpq | Doenças Infecciosas e Parasitárias | |
| dc.title | Avaliação da progressão da Covid-19 nas populações de municípios de pequena densidade demográfica no Estado do Espírito Santo | |
| dc.type | masterThesis |
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