Mapas são mais que Simples Verdades: a cartografia em uma perspectiva pós-representacional a partir de experimentos em oficinas pedagógicas
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Resumo
A cartografia tem sido utilizada de forma recorrente no cotidiano dos professores de Geografia nas escolas de ensino básico. Ela tem sido estudada pelos alunos como sendo uma ferramenta de representação do espaço geográfico, principalmente quando se trata de mapas. Alguns autores, como Harley (1989), Wood (1992) e Harvey (1989), entretanto, acreditam que a forma convencional de produzir a cartografia, chamada aqui de representacional, visa atender interesses de certos grupos sociais e que este modo de pensá-la está cheio de manifestações políticoculturais de seus respectivos autores e leitores, não sendo um mapa, assim, neutro, mas carregado de ideologias. A partir dessas ideias, outros autores têm realizado pesquisas voltadas para uma forma alternativa de cartografar, conhecida como pósrepresentacional: Del Casino Jr. e Hanna (2006), Kitchin, Perkins e Dodge (2009), Lama (2009), Girardi et al. (2011), Oliveira Jr. (2009 e 2012), entre outros. A pesquisa, então, foi dividida em três etapas: o levantamento bibliográfico referente à discussão entre a cartografia representacional e pós-representacional; as oficinas pedagógicas desenvolvidas ao longo deste trabalho, que conseguiram estabelecer o link entre as teorias que visam essas cartografias alternativas e as práticas de sala de aula, assumindo, assim, os mapas enquanto experimentações;ea discussão/avaliação referente aos resultados obtidos nas oficinas, sempre a correlacionando com os respectivos autores estudados. Assim, corrobora-se com o pensamento de Oliveira Jr. (2009, p. 7) de que "seria importante que outros mapas circulassem pelas escolas, levando aos alunos outras maneiras de imaginar o Brasil, de imaginar o espaço", buscando valorizar em nosso cotidiano o pensamento, a produção e a divulgação dessas novas formas de mapeamentos, para que não haja mais o dominante e o dominado, mas sujeitos capazes de produzir e divulgar seus próprios conhecimentos em uma questão de autoafirmação.
