INOCULAÇÃO DE LEVEDURA E BACTÉRIA EM CAFÉ CONILON (COFFEA CANEPHORA) PROCESSADO POR VIA ÚMIDA

bibo.pageEnd54
dc.contributor.advisor1Bernardes, Patrícia Campos
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000000200123890
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0443413246742848
dc.contributor.authorBravim, Danielle Gonçalves
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0003-0002-0995
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5418369868361921
dc.contributor.referee1Schwan, Rosane Freitas
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0003-1320-8882
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1883532419933775
dc.contributor.referee2Coelho, Jussara Moreira
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-7641-5638
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/9157534666762021
dc.date.accessioned2024-05-30T00:49:50Z
dc.date.available2024-05-30T00:49:50Z
dc.date.issued2021-09-23
dc.description.abstractThe state of Espírito Santo is the largest national producer of conilon coffee. Consumers' search for coffees with different profiles has driven research aimed adding value to the drink. Induced fermentation can favor positive sensory attributes, valuing coffee, but studies involving Coffea canephora are still scarce. This study aimed to evaluate the impact of inoculation of a yeast (Meyerozyma guilliermondii), a bacteria (Bacillus licheniformis) and the two species in co-culture in wet processed conilon coffee, quantifying the microbial groups, acids, sugars and volatile compounds at different times of fermentation, as well as the effects caused by these compounds on the quality of the beverage. For this, four treatments were carried out and inoculated with Bacillus licheniformis (CCMA 1673), Meyerozyma guilliermondii (CCMA 1740) and the two species in co-culture. Wet fermentation was carried out for 48 hours in polyethylene buckets. Subsequently, the coffees were dried on terraces suspended under sun exposure until they reached a water content of 11% b.u. Samples were collected throughout the fermentation period at 0, 24, and 48 hours for enumeration of mesophilic bacteria, lactic acid bacteria, yeasts and filamentous fungi. Organic acids and sugars (HPLC) were identified and quantified throughout fermentation and volatile compounds (GC-MS) were analyzed before and after roasting. Cup tasting with certified tasters was carried out following the fine robusta tasting protocol. The inoculation of MG and BL stimulated the multiplication of lactic acid bacteria, differing from the CON and MB treatments, at the end of fermentation. Acetic, citric, lactic, oxalic, malic, succinic and tartaric acids were identified in all treatments at different concentrations. The acetic acid concentration was higher for the BL treatment at 24h and 48h times, differing from the other treatments. The mean concentration of fructose ranged between 4.0 and 10.9 mg/g between samples and glucose between 0.2 and 2.7 mg/g. There was a reduction in these sugars during fermentation, except for MB. 2-Heptanol, 2-Nonanol, heptanone and methyl salicylate were found during fermentation and can impart woody, fruity and nutty aromas to beverage. Methylpyrazine, 2,6-dimethylpyrazine, 2,5-dimethylpyrazine, 3-ethyl-2,5- dimethylpyrazine identified after roasting give to the drinks “almond” and “chocolate” notes identified by the tasters in the cupping. All treatments were classified as “Premium” with the highest score given to the BL treatment. Bacillus licheniformis performed better under the wet fermentation, leading to an increase in the coffee score and the production of volatile compounds that add positive sensory notes to the beverage. Thus, the use of this bacteria is beneficial in the wet fermentation of conilon coffee.
dc.description.resumoO estado do Espírito Santo é o maior produtor nacional de café conilon. A busca dos consumidores por cafés com perfis diferenciados tem impulsionado pesquisas que visem agregar valor a bebida. A fermentação induzida pode favorecer atributos sensoriais positivos valorizando o café, porém os estudos envolvendo Coffea canephora ainda são escassos. O presente estudo objetivou avaliar o impacto da inoculação de uma levedura (Meyerozyma guilliermondii), uma bactéria (Bacillus licheniformis) e as duas espécies em co-cultura em café conilon processado por via úmida, quantificando os grupos microbianos, ácidos, açúcares e compostos voláteis em diferentes tempos de fermentação, bem como, os efeitos causados por esses compostos na qualidade da bebida. Para isso, quatro tratamentos foram conduzidos por via úmida e inoculados com Bacillus licheniformis (CCMA 1673), Meyerozyma guilliermondii (CCMA 1740) e as duas espécies em co-cultura. A fermentação foi conduzida por 48 horas em baldes de polietileno. Posteriormente, os cafés foram secos em terreiros suspensos sob exposição solar até que atingissem teor de água 11% b.u. Amostras foram coletadas ao longo da fermentação nos tempos de 0, 24, e 48 horas para enumeração de bactérias mesófilas, bactérias láticas, leveduras e fungos filamentosos. Os ácidos orgânicos e açúcares (HPLC) foram identificados e quantificados ao longo da fermentação e os compostos voláteis (CG-MS) foram analisados antes e após a torra. Prova da xícara com provadores certificados foi realizada seguindo o protocolo de degustação de robustas finos. A inoculação de MG e BL estimulou a multiplicação de bactérias láticas, diferindo dos tratamento CON e MB, no final da fermentação. Os ácidos acético, cítrico, lático, oxálico, málico, succínico e tartárico foram identificados em todos os tratamentos em diferentes concentrações. A concentração de ácido acético foi maior para o tratamento BL nos tempos 24h e 48h diferindo dos demais tratamentos. A concentração média de frutose variou entre 4,0 e 10,9 mg/g entre as amostras e de glicose entre 0,2 e 2,7 mg/g. Houve redução desses açúcares durante a fermentação, exceto para MB. 2-Heptanol, 2-Nonanol, heptanona e salicilato de metila foram encontrados durante a fermentação. Metilpirazina, 2,6-dimetilpirazina, 2,5-dimetilpirazina, 3-etil-2,5-dimetilpirazina identificados após a torra atribuíram às bebidas notas de “amêndoa” e “chocolate” identificado pelos provadores na prova da xícara. Todos os tratamentos foram classificados como “prêmio” sendo a maior pontuação atribuida ao tratamento BL. Bacillus licheniformis obteve melhor desempenho na fermentação, levando a um aumento da nota do café e a produção de compostos voláteis que agregam notas sensoriais positivas a bebida. Dessa forma, o uso dessa bactéria é benéfica na fermentação via úmida de café conilon.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (FAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/15018
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Agrárias e Engenharias
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
dc.rightsopen access
dc.subjectFermentação
dc.subjectco-inoculação
dc.subjectcafé conilon
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqCiência e Tecnologia de Alimentos
dc.titleINOCULAÇÃO DE LEVEDURA E BACTÉRIA EM CAFÉ CONILON (COFFEA CANEPHORA) PROCESSADO POR VIA ÚMIDA
dc.title.alternativeInoculation of yeast and bacteria in wet processed conilon coffee (Coffea canephora).
dc.typemasterThesis

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