Alices e Amálias : processos formativos no trabalho com a política pública de assistência social
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Resumo
O livro é um convite, a partir de duas dissertações de mestrado, a uma abertura para a inspiração e composições que permeiam encontros da Política de Assistência Social com uma psicologia. As propostas, objetivos e trajetos estão sempre a serem delineados, estão sempre por ser inventados. Cada capítulo se desdobra em inúmeras questões. A partir de uma postura de infância, tomada como forças em tensão permanente, as autoras indicam uma força provocadora de efeitos de criação, mas, também, de recusas e fugas de práticas inúmeras no âmbito da lógica capitalística moderna. O livro se propõe a pensar um campo de forças que se afirma ao resistir criando possíveis e imprevisíveis trajetos. Um devir-criança que produz desvios das subserviências e sujeições que buscam nos deixar reféns de uma lógica que muitas vezes nos faz reagir, tentando limitar nossa potência ativa como viventes. A obra nos propõe outra coisa: uma micropolítica ativa que nos lança à criação de possíveis. Uma micropolítica que, a partir das forças intensivas que nos atravessam, pode desencadear ações que engendram modos outros de vida, distintos daqueles que nos isolam e nos fazem reativos e ressentidos. Alices e Amálias: processos formativos no trabalho com a Política Pública de Assistência Social é uma recusa às diferentes formas de homogeneização e de silenciamento de processos de singularização, de forma que no delineamento da escrita emerge uma força interventiva que nos arranca de lugares confortáveis que muitas vezes ocupamos no mundo acadêmico.
