Composição nutricional, qualidade proteica, bioacessibilidade e biodisponibilidade de cálcio de linhaças germinadas marrom e dourada (Linum usitatissimum L.)

dc.contributor.advisor1Costa, Andre Gustavo Vasconcelos
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000000223936384
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5406130298857736
dc.contributor.authorPimenta, Alexandre Vinco
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0001-6625-9486
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/8658179567763257
dc.contributor.referee1Costa, Neuza Maria Brunoro
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-4967-9937
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9592871700382838
dc.contributor.referee2Tostes, Maria das Gracas Vaz
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-3309-7526
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0165198840665094
dc.contributor.referee3Oliveira, Daniela da Silva
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/
dc.contributor.referee3Lattes http://lattes.cnpq.br/3959945018723801
dc.date.accessioned2024-05-29T22:10:38Z
dc.date.available2024-05-29T22:10:38Z
dc.date.issued2019-07-18
dc.description.abstractSeed germination promotes changes in its composition, providing potential health and nutritional benefits compared to non-germinated seeds. The aim of the present study was to verify the influence of germination on physicochemical characteristics, protein quality, bioaccessibility and bioavailability of brown and golden flaxseed (Linum usitatissimum L.) flaxseed by in vitro and in vivo studies. Flaxseed germination, brown and golden varieties, was performed for 48 hours at 26 ± 2° C. Afterwards, the flour of germinated and non-germinated flaxseed varieties was prepared and analyzed for centesimal composition, calcium determination, oxalate, phytate and tannin. In the in vitro study, the flours were subjected to an enzyme-simulated gastrointestinal digestion process to assess calcium bioaccessibility. For the in vivo calcium bioavailability study, 40 male Wistar rats were divided into five groups: Control (CT), Golden Flaxseed (LD), Brown Flaxseed (LM), Germinated Golden Flaxseed (LDG) and Germinated Brown Flaxseed (LMG). The study took place for six weeks and calcium balance was performed at six weeks to assess its bioavailability. At the end of the experimental time, the animals were euthanized, and blood samples were collected for biochemical analysis and femoral bone tissue for calcium analysis. For the in vivo protein quality study, 48 male Wistar rats were divided into six groups: without protein (AP), CT, LD, LM, LDG and LMG. The study took place during two weeks, being performed nitrogen balance in the second week to evaluate the protein quality. Statistical analysis was performed using the “two-way” analysis of variance (ANOVA) for the physicochemical characterization data, antinutritional factors and in vitro study of calcium bioaccessibility, in case of interaction the Tukey test was applied. In vivo studies were analyzed using “one-way” ANOVA, followed by Tukey test. Results were presented as mean ± standard deviation, being used p ≤ 0.05. Germination increased lipid and protein content and reduced carbohydrate content of flaxseeds. Calcium concentration is higher in the golden variety than in the brown one. The tannin content did not present statistical difference between the groups, while the phytate and oxalate contents showed significant reduction after germination. The germination promoted reduction of the phytate:calcium and oxalate:calcium molar ratio, being that in brown flaxseed these relations were superior to the golden variety. In the in vitro study, germinated flaxseeds showed a statistically higher percentage of bioaccessible calcium than their nongerminated samples. Also, calcium bioavailability was influenced by variety, being higher in golden flaxseed. Regarding the in vivo study, it was found that food intake, caloric intake, calcium intake, food efficiency ratio and caloric efficiency ratio; as well as weekly weight and total weight gain were similar for all groups. No differences were observed in intake, excretion (urinary and fecal) and calcium retention. Germination did not influence the calcium balance, but the germinated brown flaxseed was inferior to the control group. No statistical differences were observed in plasma calcium, phosphorus, creatinine and alkaline phosphatase levels. The present study did not show changes in the morphology and calcium content of the femurs of the animals. The Protein Efficiency Coefficient (PER) values did not differ between groups. However, germination promoted a reduction in Net Protein Efficiency Ratio (NPR) and relative PER and NPR, whereas for True Digestibility (DV), only brown flaxseed improved digestibility after germination. In conclusion, flaxseed germination promoted an increase in lipid and protein content, as well as a reduction in phytate and oxalate levels. The in vitro study showed that germination increased calcium bioaccessibility, while the in vivo study did not influence calcium bioavailability, although it had a negative effect on protein quality. The use of germinated flaxseed, regardless of variety, can contribute to increase the nutritional value of the diet without impairing calcium homeostasi
dc.description.resumo. Ensino de Biologia. Leitura de Imagens A germinação de sementes promove alterações na sua composição, proporcionando potenciais benefícios nutritivos e de saúde em comparação com as sementes não germinadas. O presente estudo teve por objetivo verificar a influência da germinação nas características físico-químicas, na qualidade proteica, na bioacessibilidade e na biodisponibilidade de cálcio das linhaças marrom e dourada (Linum usitatissimum L.), por meio de estudos in vitro e in vivo. A germinação das linhaças, variedades marrom e dourada, foi realizada por 48 horas, a 26 ± 2º C. Após, foi elaborada a farinha das variedades de linhaças germinadas e não germinadas, as quais foram analisadas quanto à composição centesimal, determinação de cálcio, oxalato, fitato e tanino. No estudo in vitro, as farinhas foram submetidas a um processo de digestão gastrointestinal simulado por enzimas, para avaliar a bioacessibilidade do cálcio. Para o estudo in vivo de biodisponibilidade de cálcio, foram utilizados 40 ratos machos Wistar divididos em cinco grupos: Controle (CT), Linhaça Dourada (LD), Linhaça Marrom (LM), Linhaça Dourada Germinada (LDG) e Linhaça Marrom Germinada (LMG). O estudo ocorreu durante seis semanas, sendo realizado balanço de cálcio na sexta semana para avaliação da sua biodisponibilidade. Ao final do tempo experimental, os animais foram eutanasiados, sendo coletadas amostras de sangue para análises bioquímicas e tecido ósseo femoral para análise de cálcio. Para o estudo in vivo de qualidade proteica, foram utilizados 48 ratos machos Wistar divididos em seis grupos: Aproteico (AP), CT, LD, LM, LDG e LMG. O estudo ocorreu durante duas semanas, sendo realizado balanço nitrogenado na segunda semana para avaliação da qualidade proteica. Para as análises estatísticas, foi empregado a Análise de Variância (ANOVA) “two-way” para os dados de caracterização físico-química, fatores antinutricionais e estudo in vitro de bioacessibilidade de cálcio, sendo que em casos de interação aplicou-se o teste de Tukey. Os estudos in vivo foram analisados por meio da ANOVA “one-way”, acompanhada pelo teste de Tukey. Os resultados foram apresentados em média ± desvio padrão, sendo utilizado p ≤ 0,05. A germinação proporcionou aumento no teor de lipídios e de proteínas e, redução no teor de carboidratos das linhaças. A concentração de cálcio apresenta-se superior na variedade dourada em relação à marrom. O teor de tanino não apresentou diferença estatística entre os grupos, ao passo que os teores de fitato e oxalato apresentaram redução significativa após a germinação. A germinação promoveu redução da razão molar fitato:cálcio e oxalato:cálcio, sendo que na linhaça marrom essas relações foram superiores à variedade dourada. No estudo in vitro, as linhaças germinadas apresentaram um percentual de cálcio bioacessível estatisticamente superior às respectivas amostras não germinadas. Ainda, a biodisponibilidade de cálcio foi influenciada pela variedade, sendo superior na linhaça dourada. Em relação ao estudo in vivo, verificou-se que o consumo alimentar, consumo calórico, consumo de cálcio, coeficiente de eficiência alimentar e coeficiente de eficiência calórica; bem como o peso semanal e ganho de peso total foram semelhantes para todos os grupos. Não foram observadas diferenças na ingestão, excreção (urinária e fecal) e retenção de cálcio. A germinação não influenciou o balanço de cálcio, porém a linhaça marrom germinada apresentou-se inferior ao grupo controle. Não foram observadas diferenças estatísticas nos níveis plasmáticos de cálcio, fósforo, creatinina e fosfatase alcalina. O presente estudo não evidenciou alterações na morfologia e conteúdo de cálcio dos fêmures dos animais. Os valores do Coeficiente de Eficiência Proteica (PER) não apresentaram diferença entre os grupos. No entanto, a germinação promoveu redução do Quociente de Eficiência Líquida da Proteína (NPR) e no PER e NPR relativos, ao passo que para a Digestibilidade Verdadeira (DV), apenas a linhaça marrom melhorou a digestibilidade após a germinação. Em conclusão, a germinação das linhaças promoveu aumento do conteúdo lipídico e proteico, bem como redução dos níveis de fitato e oxalato. O estudo in vitro evidenciou que a germinação aumentou a bioacessibilidade de cálcio, enquanto o estudo in vivo não influenciou na biodisponibilidade de cálcio, embora tenha apresentado efeito negativo sobre a qualidade proteica. O uso da linhaça germinada, independente da variedade, pode contribuir para aumentar o valor nutricional da dieta, sem prejuízos na homeostase de cálcio
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (FAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/13180
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Agrárias e Engenharias
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
dc.rightsopen access
dc.subjectLinhaça
dc.subjectGerminação
dc.subjectQualidade proteica
dc.subjectMetabolismo de cálcio
dc.subjectBioacessibilidade
dc.subjectBiodisponibilidade.
dc.subjectFlaxseed
dc.subjectGermination
dc.subjectProtein quality
dc.subjectCalcium metabolism
dc.subjectBioaccessibility
dc.subjectBioavailability.
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqCiência e Tecnologia de Alimentos
dc.titleComposição nutricional, qualidade proteica, bioacessibilidade e biodisponibilidade de cálcio de linhaças germinadas marrom e dourada (Linum usitatissimum L.)
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typemasterThesis

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