Violência interpessoal contra a criança: uma análise dos casos notificados no Espírito Santo

dc.contributor.advisor1Leite, Franciele Marabotti Costa
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000000261716972
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7170760158919766
dc.contributor.authorPedroso, Márcia Regina de Oliveira
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0002-2859-159X
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2028592698652925
dc.contributor.referee1França Junior, Ivan
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-7004-7301
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5796097952164848
dc.contributor.referee2Primo, Cândida Caniçali
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000000151412898
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/4739920753105018
dc.contributor.referee3Santos Neto, Edson Theodoro dos
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000000273517719
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/5430137427291413
dc.contributor.referee4Sadovsky, Ana Daniela Izoton de
dc.date.accessioned2024-05-30T00:52:47Z
dc.date.available2024-05-30T00:52:47Z
dc.date.issued2022-02-01
dc.description.abstractIntroduction: Violence in childhood is a worldwide public health problem that causes physical, mental and emotional damage to victims, impacting their quality of life and their performance in adulthood. Despite the existence of childhood protection policies, children continue to be victims of violence, thus highlighting the importance of studies to identify its prevalence and to understand this phenomenon. Objective: To analyze cases of interpersonal violence against children reported from 2011 to 2018 in the state of Espírito Santo. Methods: Cross-sectional study where reported cases of violence against individuals aged 0 to 9 years and registered in the Information System for Notifiable Diseases (SINAN) of Espírito Santo were analyzed. Descriptive data analysis was performed, with calculations of relative and absolute frequencies and 95% confidence intervals. In the bivariate analysis, Pe -Square test was used, and (PR). Results: Sexual violence was the most reported type, reaching a prevalence of 41.8% (95%CI: 40.0-43.5); this problem was more frequent in girls, aged from 3 years, in white children, residents of the urban area; the aggressors were mainly men and the . Neglect was recorded in 31.3% (95%CI: 29.7-33.0) of the notifications, being more prevalent in boys, aged 0 to perpetrators. The prevalence of physical violence was 23.6% (95%CI: 22.2-25.2), being associated with males, aged 6 to 9 years, rural areas, with perpetrators aged 20 years or more, it also occurred outside the residence and in night/dawn shift. Recurrent violence was present in 32.5% (95%CI: 30.8-34.1) of the notifications, being associated in boys with the age of the victim and agressor and the occurrence at home; in girls, it was with the aggressor, anf the occurrence at home. Conclusion: Violence reached a significant number of children in Espirito Santo, being the most prevalent sexual tipology, followed by neglect and physical violence. The characteristics of the victim, the aggressor and aggression associated differed between the types, but in general, the violence occurred in the hom These data demonstrate the need for advances in public policies for the protection of children, since they continue to be victims of violations of their fundamental rights. Given the 9 numerous social, economic and cultural factors involved in the etiology of violence against children, effective coordination between the diferente sectors of civil society and the state is essential. The health sector has a fundamental role, being also one of the main articulators of actions against violence, acting not only in the care of victims, but also in the prevention of this problem. However, for its objectives to be achieved, actions are needed that promote greater articulation between the diferente levels of care and also with other sectors such as education, social assistance and public security. The training of professionals to deal with violent situations, especially against children, becomes essential for the qualification of care and attention to victims; in this aspect, the importance of including the theme of violence in the curricula of all graduate courses in the health area and the establishment of permanent and continuing education actions with health professionals is highlighted. The improvement of the notification process is also essential, since this is the main instrument that triggers the care line, in addition to serving as an instrument for analyzing the condition and developing public policies. Only from these actions and the commitment of all sectors of society will it be possible to carry out effective changes that guarantee the rights of children.
dc.description.resumoIntrodução: A violência na infância é um problema de saúde pública em nível mundial, que causa danos físicos, mentais e emocionais nas vítimas, causando impacto na sua qualidade de vida e no seu desempenho na vida adulta. Apesar da existência de políticas de proteção à infância, as crianças continuam sendo vítimas da violência, destacando-se assim a importância de estudos para a identificação da sua magnitude e para a compreensão deste fenômeno. Objetivo: Analisar os casos de violência interpessoal contra a criança notificados no período de 2011 a 2018 no estado do Espírito Santo, Brasil. Métodos: Estudo do tipo transversal onde foram analisados os casos notificados de violência contra indivíduos de zero a nove anos e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foi realizada análise descritiva dos dados, com cálculos de frequências relativas e absolutas e intervalos de confiança de 95%. Na análise bivariada foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson e na análise multivariada a Regressão de Poisson com estimativa das Razões de Prevalência (RP). Resultados: A violência sexual foi o tipo mais notificado, atingindo uma prevalência de 41,8% (IC95%: 40,0-43,5); este agravo foi mais frequente nas meninas, em idades a partir de três anos, em crianças brancas, residentes da zona urbana; os agressores foram principalmente homens e conhecidos da vítima, tendo o evento ocorrido na residência. A negligência foi registrada em 31,3% (IC95%: 29,7-33,0) das notificações, sendo mais prevalente nos meninos, na faixa etária de zero a dois anos, entre agressores do sexo feminino e tendo os pais da criança como principais perpetradores. A prevalência de violência física foi 23,6% (IC95%: 22,2-25,2), estando associada ao sexo masculino, à faixa etária de seis a nove anos, à zona rural, com agressores de 20 anos ou mais, tendo também ocorrido fora da residência e no turno da noite/madrugada. A violência recorrente esteve presente em 32,5% das notificações (IC95%: 30,8-34,1), estando associada nos meninos à idade da vítima e do agressor e à ocorrência na residência; nas meninas foi associada à idade da vítima, à presença de deficiências e/ou transtornos, ao vínculo com o agressor e à ocorrência na residência. Conclusão: A violência atingiu um quantitativo expressivo de crianças no Espírito Santo, sendo a tipologia sexual mais prevalente, seguida da negligência e da violência física. As características da vítima, do agressor e da agressão associadas diferiram entre os tipos, mas de forma geral, a violência ocorreu na residência e foi cometida por pessoas do convívio social da 7 criança. Estes dados demonstram a necessidade de avanços nas políticas públicas de proteção à infância, visto que continuam sendo vítimas de violações dos seus direitos fundamentais. Diante dos inúmeros fatores sociais, econômicos e culturais envolvidos na etiologia da violência contra criança, torna-se imprescindível uma articulação efetiva entre os diferentes setores da sociedade civil e do Estado. O setor saúde tem um papel fundamental, sendo também um dos principais articuladores de ações contra a violência, atuando não somente no atendimento às vítimas, mas também na prevenção deste agravo. Porém, para que seus objetivos sejam atingidos, são necessárias ações que promovam uma maior articulação entre os diferentes níveis de atenção e, também, com outros setores como educação, assistência social e segurança pública. A formação de profissionais para lidarem com situações violentas, principalmente contra a criança, torna-se imprescindível para a qualificação do cuidado e da atenção às vítimas; neste aspecto, destaca-se a importância da inclusão da temática da violência nos currículos de todos os cursos de graduação da área da saúde e o estabelecimento de ações de educação permanente e continuada junto aos profissionais de saúde. O aprimoramento do processo de notificação também é essencial, visto que este é o principal instrumento disparador da linha de cuidado, além de servir de instrumento para análise do agravo e desenvolvimento de políticas públicas. Somente a partir destas ações e do comprometimento de todos os setores da sociedade será possível realizar mudanças efetivas que garantam os direitos da infância.
dc.description.sponsorshipFundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/15600
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Saúde Coletiva
dc.publisher.departmentCentro de Ciências da Saúde
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
dc.rightsopen access
dc.subjectMaus-tratos infantis
dc.subjectViolência
dc.subjectExposição à violência
dc.subjectViolência doméstica
dc.subjectNotificação
dc.subjectMonitoramento epidemiológico
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqSaúde Coletiva
dc.titleViolência interpessoal contra a criança: uma análise dos casos notificados no Espírito Santo
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typedoctoralThesis

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