Putas narrativas: territórios da prostituição e putafeminismo

dc.contributor.advisor1Zamboni, Jesio
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-0360-7284
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4402766344195919
dc.contributor.authorClarindo, Adriely de Oliveira
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000000339771163
dc.contributor.referee1Piscitelli, Adriana Gracia
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-6436-344X
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6830890364021965
dc.contributor.referee2Moreira, Amara Rodovalho Fernandes
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-2229-8103
dc.contributor.referee3Rodrigues, Alexsandro
dc.contributor.referee3IDhttp://orcid.org/0000-0002-5998-4978
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/7985936674676993
dc.date.accessioned2024-05-30T00:48:48Z
dc.date.available2024-05-30T00:48:48Z
dc.date.issued2020-02-15
dc.description.abstractDebates, considerations, critical analyses of feminisms and universalizing perspectives on prostitution are interwoven with narratives of prostitutes' experiences that aim to destabilize ready-made and general concepts on the subject. Inspired by putafeminismo, this research is built around the prostitutes' perspectives on their own work and way of life. Affirming prostitutes as knowledge-producing agents, I use feminist methodology, based on Donna Haraway's conception of partial perspective and localized knowledge, which is based on the assertion that feminist researchers have a perspective constructed by a marked body, and that they construct research through a perception that takes place from a certain place. In order to take readers to the whorehouses researched, as well as to bring the whorehouses to academia, and to translate the knowledge located in the areas researched, I intertwine feminist methodology with the mode of narration proposed by the philosopher Walter Benjamin, which enables another way of looking at current historiography and challenging hegemonic narratives about prostitution. This dissertation is constructed on the move, by a prostitute psychologist and researcher who walks between three different cabarets in different ways and working conditions, practicing sex work, while researching her experiences with her coworkers. Between trips from cabarets to the university, knowledge of the whorehouse, which I've labeled burlative knowledge, is affirmed in order to challenge the idea that feminist practices don't exist in whorehouses. In addition, ways of life are analyzed and narrated as a means of demonstrating that prostitutes not only survive, but live, and that there is inventiveness in whoring.
dc.description.resumoDebates, ponderações, análises críticas sobre feminismos e perspectivas universalizantes sobre a prostituição entremeiam-se a narrativas das experiências das prostitutas que visam à desestabilização dos conceitos prontos e generalistas sobre o assunto. De inspiração putafeminista, esta pesquisa constrói-se junto às perspectivas das putas sobre seu próprio trabalho e modo de viver. Afirmando prostitutas como agentes produtores de conhecimento, utilizo a metodologia feminista, a partir da concepção de Donna Haraway sobre perspectiva parcial e saberes localizados, que pauta-se na afirmação de que pesquisadores feministas possuem uma perspectiva construída por um corpo marcado, e que constroem uma pesquisa por meio de uma percepção que se dá a partir de um determinado lugar. Para levar os leitores aos puteiros pesquisados, assim como trazer os puteiros para a academia, e traduzir os saberes localizados nas zonas pesquisadas, entrelaço a metodologia feminista ao modo de narração proposto pelo filósofo Walter Benjamin, que possibilita uma outra forma de olhar para a historiografia vigente, e contestar as narrativas hegemônicas sobre prostituição. Esta dissertação é construída em movimento, por uma psicóloga prostituta e pesquisadora que caminha entre três diferentes cabarés de diferentes modos e condições de trabalhos, exercendo o trabalho sexual, enquanto pesquisa junto às suas colegas de trabalho sobre suas experiências. Entre viagens de cabarés à universidade, saberes da putaria, os quais denominei como saberes burlativos, são afirmados, de modo a contestar a ideia de que em puteiros não existem práticas feministas. Além disso, modos de vida são analisados e narrados como meio de demonstrar que prostitutas não apenas sobrevivem, mas vivem, e que na putaria há inventividade.
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/13944
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia Institucional
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Institucional
dc.rightsopen access
dc.subjectProstituição
dc.subjectputafeminismo
dc.subjectnarratividade
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.titlePutas narrativas: territórios da prostituição e putafeminismo
dc.title.alternativetitle.alternative
dc.typemasterThesis

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