O Supremo Tribunal Federal e o processo de ascensão do neofascismo no Brasil: a emergência da democracia judicializada

dc.contributor.advisor1Ferraz, Ana Targina Rodrigues
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0857410893866995
dc.contributor.authorToledo, Bruno Alves de Souza
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0002-9390-6236
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2107123822356547
dc.contributor.referee1Francischetto, Gilsilene Passon Picoretti
dc.contributor.referee2Pereira, Tatiana Dahmer
dc.contributor.referee3Mello, Gustavo Moura de Cavalcanti
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/000000024281995X
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/8149571973918042
dc.contributor.referee4Vincenzi, Brunela Vieira de
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/2875969853934385
dc.date.accessioned2024-05-29T20:55:28Z
dc.date.available2024-05-29T20:55:28Z
dc.date.issued2023-10-30
dc.description.abstractEste trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa de natureza qualitativa acerca do papel desempenhado pelo Supremo Tribunal Federal - STF no atual contexto da democracia brasileira, caracterizado pela ascensão do neofascismo e nos marcos do capital em crise estrutural. Não obstante o fato de que a construção da democracia burguesa é marcada por permanente crise, haja vista os limites a ela impostos pelo Capital, e sem desconsiderar que tais limites são extremados em sociedades dependentes como o Brasil em que a autocracia parece ser o modo adequado aos interesses das elites, certo é que há uma crise de hegemonia na democracia brasileira precipitada a partir do golpe parlamentar que impediu o mandato da ex-Presidenta Dilma Rousseff em 2016 e acentuada pela ascensão do neofascismo e chegada ao poder do ex-Presidente Jair Bolsonaro. O neofascismo constitui-se de uma das chaves de compreensão do atual momento vivido pelo Brasil, na medida em que explica o “novo” avanço de ideais e práticas políticas autoritárias, sem necessariamente implicar no rompimento dos marcos formais da democracia burguesa, mas sendo instrumental ao processo de aprofundamento da democracia blindada. Nesse cenário de escalada autoritária, identifica-se o papel cada vez mais protagonista do Poder Judiciário, em especial do STF, ao decidir sobre temas de natureza eminentemente política. O objetivo central do estudo circunscreve, pois, a identificar qual o sentido emanado de decisões do STF frente à ascensão do projeto neofascista e às ameaças ao pacto democrático de 1988 a fim de compreender o papel do STF no processo de blindagem do Estado brasileiro na contemporaneidade. Para tanto, ao lado do referencial bibliográfico, construído pela articulação entre as categorias teóricas eleitas (Crise do Capital - Democracia blindada – Neofascismo - Supremocracia), optou-se por analisar, sob o prisma teórico de base marxista, nove Arguições por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) propostas ou com participação direta de representantes da sociedade civil, nos dois primeiros anos do Governo Bolsonaro e cujos objetos relacionavam-se com princípios democráticos capazes de impactar o processo de blindagem do Estado. Como resultado, confirma-se a hipótese inicial do trabalho a partir da conformação da armadilha da democracia judicializada. Na aparência do fenômeno, o STF tem cumprido seu papel de guardião da Constituição e combatido o avanço do neofascismo ao manter as regras do funcionamento da democracia. Na essência, no entanto, esse processo de transferência do debate público e das prerrogativas democráticas típicas de outros Poderes da República ao STF pode gerar, a médio e longo prazo, maior corrosão da estrutura democrática. A armadilha em judicializar as grandes questões relativas à Democracia se mostra como uma estratégia típica do “canto da sereia” das classes dominantes, a fim de dar aparência de pleno funcionamento das instituições do Estado Democrático de Direito, ao passo que, essencialmente, busca transferir cada vez mais o deslinde dos decisivos conflitos do seio da sociedade civil para o ambiente controlado do judiciário que, estruturalmente conformado a funcionar sem interferência popular, fará prevalecer, ao fim, interesses particulares como interesses gerais em evidente reforço ao processo de blindagem democrática.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/12581
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Política Social
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Jurídicas e Econômicas
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Política Social
dc.rightsopen access
dc.subjectDemocracia
dc.subjectCrise do capital
dc.subjectNeofascismo
dc.subjectSupremo Tribunal Federal
dc.subject.cnpqServiço Social
dc.titleO Supremo Tribunal Federal e o processo de ascensão do neofascismo no Brasil: a emergência da democracia judicializada
dc.typedoctoralThesis

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