“Como podemos nos articular melhor?”: A relação gestão/serviços na esfera municipal do SUS

dc.contributor.advisor1Avellar, Luziane Zacche
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-3125-2174
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8948015493681619
dc.contributor.authorDuarte, Fernanda Flores
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0003-4642-5867
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5259344450233700
dc.contributor.referee1Machado, Rosani Ramos
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-8287-4171
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1327888467083474
dc.contributor.referee2Constantinidis, Teresinha Cid
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000000197123362
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/4643210072691267
dc.date.accessioned2024-05-30T00:49:05Z
dc.date.available2024-05-30T00:49:05Z
dc.date.issued2020-03-26
dc.description.abstractUncertainties in health sector management have challenged the application of SUS-derived principles. The National Humanization Policy proposes the strengthening of real-life analytical and practical competence, the encouragement of autonomy and the co-responsibility of the subjects. Thus, it is expected that managers, service professionals and users may form collaborative relationships enhancing democracy within health institutions. This inquiry focuses on practice within a municipal sphere of SUS and how one management team viewed its relationship with service professionals. The research follows qualitative principles, in which data was collected from focus groups composed of thirty-six representatives from health management teams in a municipality in SE Brazil. Analysis was carried out through the licensed software Iramuteq, which provides users with statistical analysis on text corpus and tables composed by individuals/words. Material from the collection produced a textual corpus submitted to the Descending Hierarchical Classification. After processing, five lines of inquiry were defined: 1. "Management: identity and daily tasks"; 2. "Territory, complexity, articulation and opportunities"; 3. "Conjectures and Expectation of management regarding Service Professionals"; 4. "Powers and Challenges of Meetings as Devices between Management and Services"; 5. "Metaphors on the Relationship between Management and Service Professionals". Drawing on the content of the classes shown above, it was found that the management group recognised the interdependence between themselves and the services team for the betterment of municipal health care. However, when characterising performance, managers are keen to mark the variation in task location. Terms such as "central" or "front-line" were frequently used to denote distance from service-delivery and even hierarchical opposition. Nevertheless, managers inclination towards a more horizontal structure was identified. Proceeding thus, institutional support, in-service training and linkage appearas aids both in favouring professional integration, and in strengthening the spirit of co-management. It was also shown that the existence of such space/arrangement does not guarantee the effectiveness of encounters, ability to collaborate, and the foundation of trest, among other elements necessary for professional cohesion. Weak distribution and poor upkeep of collective space were seen as challenges to integration, similarly the intensity and timespan of daily team management planning. Such unshared tasks devolve upon management. Also highlighted was the fragmented nature of the management team, where membership was difficult to identify Similar hindrances to integration, were teams' unfamiliarity with others' work, allied to a fragile appreciation of the actuality of a counterpart's sector.
dc.description.resumoA gestão, no campo da saúde, tem permanecido como um dos desafios à operacionalização de práticas pautadas nos princípios do SUS que se referem principalmente, nesse estudo, ao compartilhamento do poder de gerir. A Política Nacional de Humanização propõe a ampliação da capacidade de análise e intervenção na realidade, a produção de autonomia e a corresponsabilização dos sujeitos. Sendo assim, espera-se que gestoras(es), profissionais dos serviços e usuárias (os) estabeleçam relações que primem pela proximidade e por práticas horizontais que incidam na abertura democrática das instituições de saúde. Este estudo se debruçou sobre a relação gestão serviços, no âmbito municipal do SUS, no intuito de investigar as concepções de uma equipe gestora sobre sua relação com profissionais dos serviços. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja coleta de dados se deu por meio de grupos focais, nos quais participaram 36 representantes de uma das equipes gestoras em saúde de um município do Sudeste do Brasil. A análise foi realizada com o auxilio do Iramuteq, por meio do qual se efetivou a análise léxica. O material advindo da coleta originou um corpus textual submetido à Classificação Hierárquica Descendente. Após o processamento foi particionado em cinco classes: 1."Gerência: identidade e cotidiano de trabalho"; 2. "Território: complexidade, articulação e possibilidades"; 3. "Conjecturas e Expectativas da Gestão quanto as(aos) Profissionais dos Serviços"; 4. "Potências e Desafios dos Dispositivos de Encontros entre Gestão e Serviços"; 5. "Metáforas sobre a Relação entre Profissionais da Gestão e Profissionais dos Serviços". A partir do conteúdo das classes constatou-se o reconhecimento da equipe gestora sobre a interdependência entre gestão/serviços para a concretização da atenção municipal à saúde. Em contrapartida, verificou-se que no caracterizar o trabalho realizado, as gestoras demarcam a diferenciação dos lugares que cada equipe ocupa. Isso foi ratificado pela alta ocorrência dos termos "nivel central" e "ponta" que conotam distanciamento e até certa oposição hierárquica. Apesar disso, identificou-se a intenção da gestão em estabelecer a horizontalidade no que tange à relação. Mediante essa aposta comparecem as práticas de apoio institucional, matriciamento e articulação territorial, como possibilidades tanto de favorecer a integração entre profissionais, como do fortalecimento dos coletivos que visam à cogestão. Também se evidenciou que a existência desses espaços/arranjos não garante a efetividade do encontro, da disponibilidade de construir em conjunto, do estabelecimento de relações de confiança, dentre outros elementos necessários para a constituição dos coletivos de profissionais. Pontuou-se como desafios quanto à integração o pouco aproveitamento e até a desvalorização dos espaços coletivos. Também como desafio compareceu a intensidade do cotidiano de trabalho da gerência em referência às demandas das equipes dos territórios, bem como ao tempo que as gestoras se dedicam ao planejamento. Assumindo este como se fosse, prioritariamente, realizado pela gestão em divergência da construção compartilhada. Destacou-se ainda a fragmentação como característica da equipe gestora, o que dificulta a compreensão de uma identidade enquanto gestão. Comparecem ainda como empecilhos à integração, o desconhecimento do trabalho realizado por ambas as equipes, assim como a pouca apropriação da realidade dos territórios.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/14329
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia
dc.rightsopen access
dc.subjectPolíticas Públicas de Saúde
dc.subjectGestão em Saúde
dc.subjectCogestão administrativa
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.title“Como podemos nos articular melhor?”: A relação gestão/serviços na esfera municipal do SUS
dc.typemasterThesis

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
FERNANDA FLORES DUARTE.pdf
Tamanho:
42.47 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format