Delegado do DOPS x pastor evangélico repressão política, ditadura militar e deslocamento de memória em Cláudio Guerra (1964-1985)

dc.contributor.advisor1Fagundes, Pedro Ernesto
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-1419-1130
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4463264638076544
dc.contributor.authorFerreira, Vinicius de Paula
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0001-5599-3642
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4489234826267847
dc.contributor.referee1Rosa, Pablo Ornelas
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-9075-3895
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1908091180713668
dc.contributor.referee2Costa, Marco Aurelio Borges
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-0698-1220
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0675080888505277
dc.contributor.referee3Oliveira, Ueber Jose de
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000000174048793
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/4446167716354950
dc.date.accessioned2024-05-30T00:54:32Z
dc.date.available2024-05-30T00:54:32Z
dc.date.issued2022-10-20
dc.description.abstractThe period between 1964 and 1985 is marked by the Brazilian Military Dictatorship. Through torture, repression, censorship, and other arbitrariness, the military persecuted, killed, and disappeared with thousands of people throughout its 21 years of power. Through the discourse of “eliminating the subversive” or the “enemy of the government”, the Dictatorship sought to silence all those who opposed the current “order”. In 1985, after the military left power, historiography began a series of discussions about the memory of the period, raising questions via testimonies, documents, and denunciations. In the last decade, the former delegate of the Department of Political and Social Order of the State of Espírito Santo (DOPS-ES), Cláudio Antônio Guerra, confessed to his crimes in the book Memories of a dirty war (2012). In 2014, he was referred to testify at the National Truth Commission (CNV). On that occasion, he again confessed to crimes and actions that he supposedly committed during the dictatorship. In 2018, the film/documentary Pastor Cláudio was produced, and once again, the confessed former repressor mentions his practices and his involvement with the military. By claiming to be immersed in a religious experience, Cláudio Guerra seeks to witness his crimes to show the possibility of finding “light” and “redemption”. Given the above, this Dissertation argues that through memory displacement, Cláudio Guerra seeks to assume his crimes until 1979, taking refuge in the Amnesty Law (1979). It is observed that after this time frame, the former delegate has denied committing practices typified as a criminal misdemeanor, crime of command, and smuggling. Finally, it is highlighted that through a liturgical effect in the speech, marked by redemption and repentance of sins, the character naturalizes and normalizes the violence he practiced. The documents mentioned above were used in this Dissertation as primary sources of research, using the methodology of document analysis.
dc.description.resumoO período entre 1964 e 1985 é marcado pela Ditadura Militar brasileira. Por meio de torturas, repressões, censuras e demais arbitrariedades, os militares perseguiram, mataram e desapareceram com milhares de pessoas ao longo dos 21 anos de poder. Por meio do discurso de “eliminar o subversivo” ou o “inimigo do governo”, a Ditadura buscou silenciar todos aqueles que se opunham à “ordem” vigente. Em 1985, após a saída dos castrenses do poder, a historiografia iniciou uma série de discussões sobre a memória do período, ascendendo questões via depoimentos, documentos e denúncias. Na última década, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social do Estado do Espírito Santo (DOPS-ES), Cláudio Antônio Guerra, confessou seus crimes no livro Memórias de uma Guerra Suja (2012). Em 2014, foi encaminhado para depor na Comissão Nacional da Verdade (CNV). Na ocasião, novamente confessou crimes e ações que, supostamente, cometeu durante a Ditadura. Em 2018, foi produzido o filme/documentário Pastor Cláudio, e mais uma vez, o ex-repressor confesso menciona suas práticas e seu envolvimento com os militares. Ao afirmar estar imerso em uma experiência religiosa, Cláudio Guerra procura testemunhar seus crimes para mostrar a possibilidade de encontrar “luz” e “redenção”. Perante o exposto, esta Dissertação discute que através do deslocamento de memória, Cláudio Guerra busca assumir seus crimes até 1979, refugiando-se na Lei de Anistia (1979). Observa-se que após esse marco temporal, o ex delegado tem negado o cometimento de práticas tipificadas como contravenção penal, crime de mando e contrabando. Finalmente, destaca-se que por intermédio de um efeito litúrgico no discurso, marcado pela redenção e o arrependimento dos pecados, o personagem naturaliza e normaliza a violência por ele praticada. Os documentos acima citados foram utilizados nesta Dissertação como fontes primárias de pesquisa, recorrendo-se à metodologia de análise documental.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/16343
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em História
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História
dc.rightsopen access
dc.subjectDitadura militar
dc.subjectLei de anistia
dc.subjectMemória
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqHistória
dc.titleDelegado do DOPS x pastor evangélico repressão política, ditadura militar e deslocamento de memória em Cláudio Guerra (1964-1985)
dc.typemasterThesis

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
VINICIUS DE PAULA FERREIRA.pdf
Tamanho:
1.61 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format