Revisão sistemática do intervalo de tempo de infectividade após início do tratamento em pacientes com tuberculose pulmonar

dc.contributor.advisor1Palaci, Moises
dc.contributor.authorXavier, Ilaman Armand
dc.contributor.referee1Cerutti Junior, Crispim
dc.contributor.referee2Maciel, Ethel Leonor Noia
dc.date.accessioned2018-08-01T21:35:34Z
dc.date.available2018-08-01
dc.date.available2018-08-01T21:35:34Z
dc.date.issued2017-04-03
dc.description.abstractabstracteng
dc.description.resumoO sucesso do controle da tuberculose depende de uma prevenção precoce e eficaz da transmissão do Mycobacterium tuberculosis a partir de doentes infectantes. A falta de clareza quanto ao tempo da negativação do escarro e a expulsão de Mycobacterium tuberculosis viáveis após o início do tratamento sob condições pragmáticas compromete o controle necessário da doença. Este estudo buscou determinar o período limite de infectividade da TB pulmonar após o início do tratamento através de uma revisão sistemática no período de janeiro de 1970 até janeiro de 2017. As fontes de dados foram MEDLINE, LILACS, EMBASE e a formulação da pergunta foi sintetizada pelo acrônimo P.I.C.O. As buscas renderam 11.920 registros. Após análise dos títulos, resumos e remoção das duplicatas, foram incluídos 60 artigos. Os estudos selecionados foram divididos em três grupos em relação ao período de tempo necessário para a negativação da cultura e baciloscopia. O primeiro grupo resume os estudos em que o lapso de tempo de infectividade da TB não ultrapassa 14 dias apos o início do do tratamento. O segundo grupo representa 6 estudos que revelam evidências de transmissão de bacilos viáveis após mais de 14 dias do início do tratamento. O terceiro grupo reune 16 estudos em que a infectividade da TB foi comprovada além de 3 semanas do início do tatamento, sendo 21 e 59 dias considerados como os periodos mínimo e máximo de liberação de bacilos viáveis, respectivamente. A média e mediana estão estimadas em 37,12 e 36,5 dias. Fatores como carga bacilar inicial elevada, acometimento pulmonar bilateral, e a forma cavitária são os mais indexados e representam um maior impacto. O tabagismo, a idade avançada, a diabetes mellitus, o alcoolismo, a infecção pelo HIV, o sexo masculino e a desnutrição representam fatores de grande importância pois também excercem um papel crucial na persistência da positividade após o início da terapia anti-TB. Este estudo demonstrou que os pacientes portadores de TB pulmonar que iniciam o tratamento com múltiplas drogas permanecem altamente infecciosos por muito mais tempo do que se acredita convencionalmente. Seria pragmático definir um tempo fixo como limite de não infectividade, dado o fato que existem situações específicas que afetam a dinâmica dos bacilos após o início do tratamento. Considera-se de grande importância a reconsideração dos protocolos de isolamento dos pacientes procurando levar em conta os fatores influenciadores e considerar os pacientes caso por caso.
dc.formatText
dc.identifier.urihttps://dspace5.ufes.br/handle/10/7152
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Doenças Infecciosas
dc.publisher.departmentCentro de Ciências da Saúde
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas
dc.rightsopen access
dc.subjectTuberculose pulmonarpor
dc.subjectInfectividadepor
dc.subjectTratamentopor
dc.subject.cnpqDoenças Infecciosas e Parasitárias
dc.subject.udc61
dc.titleRevisão sistemática do intervalo de tempo de infectividade após início do tratamento em pacientes com tuberculose pulmonar
dc.typemasterThesis

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