As transformações do trabalho e a territorialização do monocultivo de eucalipto no estado do Espírito Santo
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Resumo
Nesta pesquisa discutimos as transformações das relações e do processo de trabalho e a territorialização do monocultivo de eucalipto no estado do Espírito Santo. Buscamos examinar desde o processo de implantação do monocultivo de eucalipto neste estado, na década de 1960, e sua expansão até o período recente. Tratamos, assim, de analisar as modificações no processo de trabalho tanto do plantio como do corte do eucalipto, principalmente pela mecanização, fruto do aumento da composição orgânica do capital. Debatemos desde a implantação dos monocultivos em meados da década de 1960, até as mais recentes fusões do séc.XXI. Para desenvolvimento desta pesquisa realizamos revisão bibliográfica, levantamento de dados secundários e realizamos pesquisa documental. Como resultados vimos como marcas, deixadas por essa territorialização do capital e as transformações nas relações e no processo de trabalho, uma “natureza em ruínas”, uma intensa destruição socioeconômica e ampliação da pobreza e um intenso desemprego. Contaminação, mutilação, mortes por acidentes com tratores, esmagamentos, envenenamentos por agrotóxicos e inúmeras outras tragédias são algumas das marcas deixadas pela implantação e expansão do monocultivo de eucalipto sob essas áreas.
